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18 de janeiro de 2013

Sete empresas de mármores do Alentejo unem-se para exportar e evitar "morte" do setor


 


" Sete empresas alentejanas de mármores, dos concelhos de Vila Viçosa e Borba, uniram esforços numa parceria "pioneira" vocacionada para a exportação, para fazer face à crise e contrariar "a morte óbvia do setor".
"Somos completamente pioneiros neste campo. É um esforço que achámos ser pertinente" para tentar "contrariar a morte óbvia que estamos a ver que vem aí, se não fizermos nada", realçou hoje à agência Lusa o empresário José Artur Batanete.
A iniciativa desenvolvida pelas sete empresas de mármores de Vila Viçosa e Borba foi a constituição de um Agrupamento Complementar de Empresas (ACE), denominado "Rose Project ACE" e formalizado esta terça-feira. Marbrito, Marmoz, António Galego e Filhos, Lopes Batanete, RBR Mármores, Marmetal e Margrimar são as empresas fundadoras deste ACE, que os envolvidos dizem ser "pioneiro no setor dos mármores".
"É como espetar uma lança, não em África, mas no Alentejo", ironizou José Artur Batanete, explicando que o ACE vai reunir, pela primeira vez, na quinta-feira, para traçar linhas de atuação e preparar ações no terreno, como missões empresariais ao estrangeiro.
Segundo os industriais, a criação do ACE, através do qual vão apresentar uma candidatura a fundos comunitários de apoio à internacionalização, foi a fórmula encontrada para "reduzir custos".
"Se as sete empresas decidirem ir à Rússia vender material só por si, são sete faturas de custos. Se for o ACE a representá-las só há uma fatura", exemplificou.
Esta, disse, "é uma forma de ultrapassar os problemas de tesouraria" com que as empresas se debatem e de "unir esforços" em prol de "um objetivo comum".
"Juntos, temos um peso de oferta maior, podemos concorrer a obras com maior dimensão", disse, destacando que a parceria visa também "fugir aos `lobbys` instalados", pois, na zona, "andam dois ou três clientes árabes que estão combinados para que os preços não subam".
Os empresários esperam que a colaboração ajude a "dar resposta aos problemas" que enfrentam "a nível de custos, da quebra de mercados e de preços da mercadoria, que têm vindo por aí abaixo, ultimamente", devido à crise.
As grandes queixas no setor dos mármores alentejanos, os quais já tiveram "o mundo aos seus pés", exportados para os quatro cantos do globo, mas que enfrentam "sérias dificuldades", dizem respeito à subida dos custos da eletricidade e dos combustíveis, nos últimos anos.
Sem se conformarem com a crise que "asfixia" o setor, os fundadores do ACE querem "valorizar" o mármore alentejano, que "tem vindo cada vez mais a perder competitividade a nível de preços e de rentabilidade".
As "baterias" vão estar "apontadas" aos países do golfo Pérsico, mercado que já é cliente do mármore do Alentejo, América Latina, países asiáticos como Malásia, Singapura ou Coreia, África e ainda a Rússia e "repúblicas satélite".
"Queremos procurar mercados emergentes e é mais fácil termos outro poder negocial e de oferta de produtos sendo um núcleo de sete empresas", insistiu José Artur Batanete."

In RTP Notícias


21 de junho de 2012

Pe. António Joaquim Anselmo




Pe. António Joaquim Anselmo (n. Borba em 1876; m. Lisboa em 1926)
Bibliógrafo, cursou o seminário de Évora, tendo obtido no curso complementar de letras do Liceu as melhores classificações.
Exerceu depois as funções de pároco da Igreja de Veiros, no concelho de Estremoz. Em Lisboa, entrou para a Biblioteca Nacional em 1914, sendo promovido a 1.º bibliotecário em 1919. Foram muito importantes os serviços que prestou neste estabelecimento, principalmente na elaboração do catálogo das religiões, o que lhe valeu novo louvor oficial.
Extremamente dedicado a assuntos bibliográficos, António Joaquim Anselmo escreveu alguns interessantes trabalhos de carácter histórico-bibliográfico, salientando-se entre eles: Bibliografia da bibliografia Portuguesa; Bibliografia das obras impressas em Portugal no séc. XVI; Os códices alcobacenses; O concelho de Borba e Veiros. É dele, também, uma tradução do Elogio da loucura de Erasmo.


Frederica Rodrigues - Para vender, comprar ou arrendar em Portugal